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17/06/2016
A relação entre treinadores e atletas da nova geração





Rodrigo Onça mostra a diferença na percepção de liderança e de ensinamento entre as gerações

Atletas jovens e renomados; treinadores experientes e vitoriosos. Quando olhamos para Bernardinho, Tite, Muricy, Ruben Magnano e outros tantos treinadores e vencedores no Brasil, vemos única e tão somente suas conquistas e não temos a dimensão do desafio de treinar e passar conhecimento a nova geração presente no esporte. Trabalhar positivamente as características destas gerações, a fim de otimizar as diferenças entre elas é um dos temas discutidos entre treinadores, assim como o é para o debate entre professores e alunos no mundo atual.

A diferença entre a geração Baby Boom, vivida em sua fase final por Bernardinho e Tite; e as gerações Y e Z, de Maurício (jovem da seleção masculina de vôlei) e Neymar é gritante em suas características. Os Baby Boomers, no esporte e na vida, tem na relação de trabalho a dedicação e a lealdade à sua empresa, sabendo esperar seu reconhecimento, mesmo que este tenha um grande prazo para acontecer. Já os garotos das gerações Y e Z tem o instinto da instantaneidade, do resultado rápido, do individualismo, das redes sociais e do isolamento quanto a laços afetivos, uma vez que suas amizades se encontram conectadas ao mundo virtual. Enquanto para o primeiro há o respeito à figura da família, ao convívio e ao debate, mesmo que em algum momento haja discordância; para o segundo, a presença familiar quase não é perceptível (sobretudo pela ausência dos pais), a necessidade de contato físico é suprida com o contato virtual e o fato de alguém discordar de suas convicções o deixa contrariado, uma vez que seus pais dificilmente diziam não para as necessidades dos filhos, concordando com eles e satisfazendo suas vontades.

A percepção de liderança e de ensinamento é diferente entre as gerações. Os Baby Boomers ouviam seus pais e familiares e se disciplinavam a partir destes ensinamentos. As gerações Y e Z quase não convivem com seus pais e, como aponta Mário Sérgio Cortella, preferem viver em suas ocas (quartos). Traçando um paralelo ao ambiente esportivo, nas concentrações dos atletas da geração Baby Boom haviam rodas de samba, debate sobre o adversário, convívio com os fãs. Os novos atletas frequentemente se mostram isolados em seus fones de ouvidos, jogando vídeo game nas concentrações, aparecendo ao público nas coletivas de imprensa ou em acenos pontuais. O debate sobre o adversário se dá por meios virtuais, como vídeos via WhatsApp, com explicações não coletivas, mas individuais e específicas para cada atleta.

A principal ação que estes treinadores vitoriosos devem ter, e que deve ser estendida a cada educador físico, é a adaptação à nova realidade. Utilizar-se da nova tecnologia para prender a atenção dos atletas nas preleções; compreender que em sua época o atleta não tinha pressa na construção de jogadas que chegassem ao realização do ponto, mas que o novo atleta vive intensamente e tem pressa de alcançar seus objetivos, sejam eles gols, cestas, ou tries; utilizar-se de atletas da Geração X, que carregam traços de ambas as gerações e podem intermediar a relação; entender que este novo atleta tem pressa pelo sucesso e seu objetivo é chegar ao grande centro esportivo antes dos 22 ou 23 anos, quando antigamente o atleta se via preparado para a Europa aos 27 ou 28 anos; debater a necessidade de trabalhar com concentração pré jogo, uma vez que os laços entre os atletas mudaram e que alguns atletas passam parte da concentração nas mídias sociais; utilizar a linguagem atual para orientar um atleta, visto que a juventude muitas vezes não aceita a repreensão como algo a contribuir com seu desempenho; se colocar como um líder e não como chefe de seu atleta, deixando claro que seu esforço como treinador resulta no sucesso profissional deste jovem atleta.

Os desafios são enormes, a mudança de posicionamento é necessária, sobretudo para profissionais que já venceram e que desejam se manter no topo. Eis que deixo como reflexão uma frase de Albert Einstein: “Tolice é fazer as coisas do mesmo jeito e esperar um resultado diferente”.

(Fonte: Rodrigo Onça é graduado em Administração, pós graduado em gestão e marketing esportivo, gestor da empresa WM Sports e gestor do projeto Diamantes da Vila).


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