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15/07/2016
Os últimos 42 km de Marilson dos Santos





Marilson dos Santos, próximo de conseguir a vaga do Rio 2016, quer se despedir das pistas na primeira competição olímpica da América do Sul.

O olhar sereno e o sorriso de canto de boca de Marilson dos Santos se mantêm intactos até mesmo diante da proximidade do último grande desafio de sua carreira: a maratona nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Aos 38 anos, um dos grandes nomes das provas de fundo do Brasil decidiu que vai encerrar a carreira em agosto, na primeira olimpíada em terras sul-americanas. Para que garanta uma das três vagas masculinas do Brasil no evento, Marilson torce para que nenhum corredor supere a marca de 2h11min até o próximo dia 6 de maio – tempo que lhe dá a classificação para o evento e que foi conquistada por ele em 26 de abril de 2015, na Maratona de Hamburgo (Alemanha).

Treinando em São Caetano do Sul, onde vive com a mulher, a fundista Juliana dos Santos, e o filho Miguel, Marilson dos Santos veio a São Paulo para um bate-papo olímpico no SESC Bom Retiro. Em entrevista exclusiva para a O2porminuto, relembrou momentos históricos, como o bicampeonato na Maratona de NY, avaliou como tem sido a preparação para sua terceira Olimpiada, e também, disse o que pretende fazer após pendurar os tênis profissionalmente.

Você vai mesmo parar de correr após os Jogos do Rio 2016, Marilson?
Sim, esta será a última prova da minha carreira. Espero que meu tempo em Hamburgo seja suficiente para que eu esteja entre os três maratonistas do Brasil nos Jogos (até o momento, o único classificado é o paulista Solonei Rocha da Silva, via Mundial de Atletismo). Corro desde os 12 anos, quando conheci um grupo de corrida em Ceilândia (DF) e me apaixonei pelo esporte. Deu para viver muitas histórias boas, é hora de me retirar das pistas.

E como tem sido a preparação? Como é segurar a ansiedade até o dia 6 de maio, quando o ranking da CBAt será fechado?
Estou tranquilo. Quero muito participar de uma 3ª Olimpíada, em especial no Brasil, mas caso não fique entre os três maratonistas com melhor tempo, vou torcer do mesmo jeito, pois é uma competição para servir ao país, não a você (Marilson correu os Jogos de Pequim, em 2008, e Londres, em 2012, quando foi 5º colocado, a melhor marca de um não-africano na prova). Quanto à preparação, eu não corro 42 km desde abril do ano passado, quando fiz o índice na Alemanha. Eu venho aumentado a carga de treinamento, e devo correr algumas meias no primeiro semestre, para ir me aclimatando.

O que você espera da disputa no Rio 2016, que vai passar pela orla e ter a largada e chegada no Sambódromo?
Eu conheço o percurso e será uma maratona olímpica diferente, já que elas costumam ter a chegada no estádio que abre as Olimpíadas. Será um trajeto plano, que ajuda quem imprime velocidade no momento certo. O ponto que pode castigar os corredores é a largada à tarde, com umidade alta de agosto na cidade, mas que ao mesmo tempo, pode tornar a competição mais equilibrada e com tempo médio maior. Em 2008, corremos com a poluição de Pequim e me surpreendeu que o tempo tenha ficado em 2h06min. Espero que este ano o tempo médio seja maior, senão fica difícil para mim, que estou velho. A energia do público, que ficará próximo dos atletas ao longo da maratona, pode ser um diferencial para os brasileiros também.

Com quase 39 anos e próximo de se aposentar, você enxerga maratonistas brasileiros que possam ocupar seu espaço e obter resultados tão bons quanto você conseguiu ao longo da carreira?
Honestamente, não era para eu estar neste grupo que tenta ir às Olimpíadas. O problema é que nós temos cada vez menos corredores de alta performance que consigam voos altos, bater de frente com os africanos nas maratonas. Só que esta também é uma questão que afeta não só o Brasil, mas vários países da Europa. O caminho até chegar a grandes marcas nos 42 km é duro e muitos desistem de tentar coisas maiores.

O que você acha das mudanças das regras de classificação da Confederação Brasileira de Atletismo, que incluiu o Mundial de Atletismo como forma de seleção olímpica?
Eu não gosto e isso pode causar problemas lá na frente. Acaba ficando injusto porque não é todo maratonista que consegue ir ao Mundial – e outros preferiram disputar o Pan, que em 2015 foi realizado em uma data próxima ao Mundial em Pequim. Acho que todos deveriam competir nas provas de rua, para terem chances mais iguais.

E o que você quer fazer quando parar? Continuar no atletismo ou começar em uma nova atividade?
Não estou preocupado com o que vem depois de agosto. Estou muito focado em chegar ao Rio de Janeiro inteiro e tentar repetir ou melhorar a performance que tive em Londres, que foi muito boa. Não me vejo mais sem a corrida de rua, mesmo que eu não queira. É ela que me dá o sustento desde os 12 anos. Em casa, tenho uma esposa corredora, e que também vai tentar a vaga olímpica nos 1.500 m e 5.000 m. E nosso filho, o Miguel, se sente mais à vontade com um short e um tênis do que uma bola de futebol. Eu respiro corrida.

Matéria publica no site da O2 Por Minuto.



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